Exames mostram que câncer em Lula regrediu 75%

São Paulo - O tumor na laringe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma redução de 75% em seu tamanho após tratamento quimioterápico. Depois uma bateria de exames realizada ontem, a equipe médica do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, descartou de vez a necessidade de uma cirurgia. Lula foi ao hospital para se submeter à terceira e última fase da quimioterapia. Amanhã, ele deve receber alta. "Houve uma redução expressiva no tamanho do tumor", disse o médico de Lula, Roberto Kalil Filho.
Os médicos informaram que, em janeiro, o ex-presidente irá iniciar tratamento de radioterapia para tentar eliminar de vez o tumor. Esta etapa deve durar de seis a sete semanas. As sessões de radioterapia serão diárias, mas o ex-presidente não deve ficar internado durante o período. Durante o tratamento, ele receberá uma dose menor de medicamentos quimioterápicos de indução, que potencializam o efeito da radioterapia, segundo os médicos.
Para eles, a voz do ex-presidente pode ser afetada durante o tratamento. A expectativa, de acordo com os médicos, é que o ex-presidente volte a suas atividades normais em março. "Se existe um caminho que leva a cura, esse caminho forçadamente passa por esse estágio [da radioterapia]", afirmou o médico Artur Katz. Segundo ele, o resultado do tratamento até o momento foi extraordinário. "Nós evidentemente esperávamos encontrar uma redução [do tumor]. Mas nem sempre ela é tão expressiva", disse.
Cordas vocais - De acordo como os médicos, as cordas vocais de Lula estão com mobilidade normal e ele não apresenta dificuldade de deglutição. A laringe tem apenas um abalo residual e está aparentemente saudável, segundo a equipe. O diagnóstico foi feito em outubro após o ex-presidente ter reclamado de rouquidão por algumas semanas. Dias antes, ele tinha comemorado 66 anos.
O resultado surpreendente levou os médicos a anteciparem a última sessão de quimioterapia, marcada inicialmente para amanhã. Kalil disse que Lula sofreu efeitos colaterais da quimioterapia apenas na primeira fase, e em grau reduzido.

Fonte: Umuarama Ilustrado
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